Domingo, 20 de Julho de 2008
A minha nova casinha

Há cerca de um mês os meus donos compraram-me uma nova casinha. Vejam como é bonita mas, sabem que mais: não durmo lá dentro. Não me perguntem porquê mas acho que esta casinha é muito perfeitinha para uma utilização diária por parte de um bicho como eu. Sabem, eu gosto de coisas práticas que possa usar, sujar e facilmente limpar.

 

 

Dá-me impressão que, se me atrevo a dormir alí uma noite que seja após as minhas incursões na terra, ficará tudo irremediavelmente com um ar estragado e a casinha perderá o seu ar de palaciozinho de bonecas.

 



publicado por mvicente às 13:54
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Um sobre Gato

Um sobre Gato foi a fórmula mágica que os meus donos encontraram para me definir. O argumento é o de que eu sou o inverso de um gato, portanto, matematicamente, vem:

 

Doninha = 1/Gato

 

Tendo em conta o meu ódio visceral a gatos, bem se pode dizer que sou o inverso deles. Independentes, matreiros e algo agressivos, estas são algumas das características que, de certeza, não me definem...

 

Ultimamente, aliás, tenho apelado ao meu lado mais mimoso e passo tardes aos pés dos meus donos, qual canídeo saído de um quadro renascentista! Ontem por exemplo, estava calor e passei a tarde toda a dormir, enroscada sobre mim própria, instalada perto dos meus donos, foi divertido ouvir as suas conversas e verificar, mais uma vez, como eles vêm as coisas de forma tão diferente da minha. Eu priveligio a protecção da casa mesmo em tempo de paz. Ou seja, quando, ao fim-de-semana os meus donos estão em casa e não lhes escapam as presenças de estranhos nas imediações da casa, eu entretenho-me a apurar os meus sentidos mais adormecidos. Ontem a dormir não descurei a detecção de ruídos de motores diferentes do habitual ou vozes fora dos registos normais.

 

O inverso de um gato? Penso que sim, que gato estaria tão atento como eu ao universo dos humanos?

 

 

 



publicado por mvicente às 13:24
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Domingo, 4 de Maio de 2008
Os modos da Doninha

No post do meu aniversário, já vos contei como cá em casa todos se surpreendem com a rapidez com que estes cinco anos voaram. Dizem que conquistei um lugar privilegiado na família pela minha personalidade. Reconheço que uma das minhas principais características é ser persistente. Não desisto de conquistar o que acho que é melhor para mim, mesmo que isso às vezes signifique desafiar um pouco os humanos. Sou assertiva quando quero uma coisa, mas sei colocar-me no meu lugar e recuar na altura certa. Penso que é por isso que todos aqui apreciam tanto a minha companhia,

Meiga e compreensiva, sei quando tenho que controlar os meus instintos para ocupar o mais possível o espaço dos humanos.

Nestes cinco anos mudei bastante. Primeiro uma cria tímida mas combativa. Depois um bicho forte e aguerrido. Não, não sou modesta de facto, mas todos me reconhecem estas qualidades e eu não tenho como as negar.

Nunca perdi o meu ar despenteado, sinal de que não me preocupo muito com o aspecto exterior, afinal, a vida não é nenhum concurso de beleza. Posso dizer que o prazer que todos têm na minha companhia provém mais de ser igual a mim própria sem obedecer a quaisquer padrões de estética. Digamos que não faço questão de permanecer apresentável aos olhos de quem quer que seja.

E é por isso que a minha dona diz que eu tenho vários “modos”:

- o modo Dama Antiga - quando me ponho com olhar lânguido a espreitar por cima do ombro ante um bom raio de sol;

- o modo Rati de Esgoti (expressão proveniente do latim e que significa “Rato de Esgoto”)– quando acordo particularmente despenteada e com um ar de quem passou a noite a percorrer túneis de esgoto;

- o modo Fim-de-Semana – quando no calendário correm o Sábado, o Domingo ou um feriado e corro para a trela incentivando os meus donos a uma passeata ( e quando não os deixo sair de casa sem antes lhes piscar o olho em convite para uma aventura);

- o modo Bem Comportada – quando me permito ser uma cadelinha normal, pacata, e aprumada, digna de qualquer salão de baile do século XVII;

- o modo Lua Cheia – quando a minha cabeça se avoluma ao sabor das ocasionais vagas de calor debaixo do sol de Inverno e todo o meu focinho de arredonda para receber cada fio do astro rei;

E, finalmente…

… o modo Outonal – quando os raios de Sol de qualquer altura do ano cintilam nas madeixas no meu pelinho vagamente rude e toda eu irradio tons terra a fazer lembrar o deslumbre das planícies Africanas.

Para saberem qual o modo que melhor me assenta, só se me conhecerem. Gosto de conhecer gente e outros 4 patas que tenham toda a irreverência necessária e suficiente para Mudar o Mundo!



publicado por mvicente às 16:30
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O 3 de Maio

Mais um aniversário cá em casa. Desta vez o meu dono festejou 58 anos. A casa encheu-se de gente e eu de ainda mais vivacidade para aproveitar todos os bocadinhos do divertimento que sempre é ter uma casa cheia.

 

Os petiscos foram mais que muitos e digo-vos que a minha barriguinha ficou bem mais volumosa do que o normal... Roí ossinhos, provei todos os assadinhos, não dei tréguas às fatias de pão com molho de carne assada, num festim de gulodices que me fez quebrar à noite, à maneira do ruminante que todo o dia mastigou e nada remoeu.

 

Há pouco tempo fiz cinco anos, meia década de pura alegria para os meus donos e puro terror para roedores, pássaros e animais afins. Desta vez foi o meu dono que fez 58. Sempre afirmou que não passava dos 50 e há agora um amigo que lhe diz que deve 8 anos (à vida, bem entendido!).  Quando ele se lembrou de pregar tal vaticínio estava ainda bem longe do meio século de vida e, mesmo que a apenas 4 ou 5 anos, que parecem muito, a verdade é que passam num instante e num ápice também já estamos em cima do muro para a viragem dos 50. Eu tenho um décimo dessa idade e bem sinto que o tempo se escoa por entre as minhas patinhas e se não o agarro com a convicção com que invisto sobre uma presa, ele escapa e não torno a vê-lo.

 

Não torno a ver aquele momento nem aquela oportunidade. Pois o meu dono afadiga-se agora para chegar aos 60, aos 70, aos 80 e mais além. Bem posso afirmar que nunca mais se atreverá a desafiar assim o curso do rio da sua vida e que está mais inclinado para navegar agora, aproveitando as boas ondas do vento e agarrando-se às canas quando aperta a intempérie.

 

Parabéns Dono!

 

 



publicado por mvicente às 15:56
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008
5º Aniversário!!!!!

Cinco velinhas. Cinco velinhas a apagar hoje e a fazer lembrar um por um os anos em que preenchi com gosto cada hora, com facetas inesperadamente humanas, a vida dos humanos que me rodeiam.

 

«Já passaram cinco anos?! » comentavam os meus donos uns para os outros. Diziam entre eles e de si para si:

 

Parabéns Doninha!

Parabéns à tua personalidade sempre inspiradora para cada um de nós: persistente, incansável, divertida, desafiadora e mimosa... Tantos contrastes reunidos num ser canino - cão pequeno coração grande é sem dúvida o epíteto que melhor te descreve. 

Parabéns Doninha por tudo aquilo que nos tens inspirado! Continua assim viva e cheia de vida por muito e muito tempo .

 

Faz o tempo esquecer o tempo que passa por ti e desafia tudo e todos para permaneceres perto de nós, impune ao correr dos anos. Colhe apenas de bom aquilo que eles te derem, certa de que o teu papel está já mais do que interpretado: és uma digna representante do mundo animal.

 

A Natureza confiou-te uma mensagem que tens difundido com primor em cada um destes cinco anos. A família ficou mais rica. Conquistás-te o teu espaço com a simplicidade de uma árvore que aparenta ter permanecido ali desde sempre.

 

Tens a nobreza da árvore, a graça do pássaro a convicção do predador, a inocência da presa a expectativa de quem sempre se dispõe a conquistar!



publicado por mvicente às 23:01
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Sábado, 6 de Outubro de 2007
Doninha Aguerrida

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"Get out of my way! I'm gonna save the World!"



publicado por mvicente às 13:28
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happy birthday!

O meu blog comemorou já um ano de existência!

Parece que foi ontem que a minha dona se afadigava a criar o blog pela noite dentro, tentando seleccionar as cores, os formatos, as fotografias...

Começou com a vontade de me dar a conhecer a mais pessoas, além do pequeno universo familiar que já se habituou a conviver comigo como mais um membro da família.

Neste último ano, os dias passaram depressa. Oiço sempre a minha dona dizer que os dias se sucedem a uma velocidade cada vez maior. Penso que ao ritmo dos seus muitos afazeres. Esses mesmos afazeres que a impedem de escrever aqui mais vezes. Cá em casa todos acreditamos que há tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. É tudo um questão de prioridades. Mas como conjugar o urgente e o essencial - é um receita em constante reinvenção!

Passados mais de 365 dias sobre o nascimento deste blog, eu própria fiquei surpresa com a quantidade de coisas que havia para contar. Mensagens curtas, mensagens longas, pequenas histórias, grandes aprendizagens, tudo passa pela nossa vida. Mesmo pela minha vida canina, aparentemente simples e despojada. Somos ricos quando observamos a riqueza à volta.

Já cheguei a pensar que seria mais feliz se tivesse uma coleirinha nova, ou se o jantar fosse todos os dias franguinho recheado ou perú aux creme de champignons, mas quando me foram dadas a provar tais iguarias, logo os meus desejos se materializaram em novos anseios, cada vez mais difíceis de satisfazer. Agora penso já ter experimentado muita coisa de bom e de mau. Nada me pode vir a roubar tais experiências.

A minha dona esforça-se por contar algumas delas aqui, mas seria impossível retratar neste espaço a quantidade de coisas que já tenho para contar. Só espero que ela mantenha a vontade e a energia para continuar a partilhar aqui com todos vós um pouco daquilo que passamos juntas as duas!

E sabem que mais, talvez fossem precisas dezenas de blogs para contar as nossas aventuras se pudessemos passar mais tempo juntas. Era bom aproveitar todos os minutos em que os nossos caminhos se cruzam nesta vida, pois um dia vamos ter que separar-nos. É uma lei universal que nos dá essa certeza. Mesmo assim, penso que este fugaz encontro que agora experimentamos será inesquecível neste ou noutro mundo. A minha dona diz que a proximidade com os animais ajuda os humanos a respeitar tudo aquilo que os rodeia e a apreciar o mundo de uma forma totalmente nova. Ai daqueles que nunca tiveram a felicidade de conviver com animais - que pobre deve ser a sua vida, costuma ela dizer.

Pela parte que me toca faço o meu melhor, sou espirituosa q.b. e ninguém me fica indiferente. Razões mais do que suficientes para que a minha passagem por este mundo complicado seja positiva para todos aqueles que me conhecem. Através deste blog, o universo daqueles que passam a saber de mim pode alargar-se grandemente. É só uma questão de continuarem a passar por cá e verão como continuo a mesma Doninha que inspirou o início desta presença na Internet!



publicado por mvicente às 12:39
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Domingo, 29 de Julho de 2007
Doninha contemplativa

 

Contemplo tudo. Observo. Analiso. Compreendo. Não me precipito. Mantenho a calma. Aceito o mundo como ele é. Por vezes também fico triste, desiludida ou desanimada. Mas não me resigno à tristeza nem me conformo com a injustiça.

Gosto de dar o meu contributo e continuar a acreditar que o que está mal há-de compor-se. Gosto também de trabalhar para isso!

Não fujo das situações. Enfrento-as com coragem porque já aprendi a lidar com o medo.

Não desisto do prazer que é contemplar e do gosto que me dá viver!



publicado por mvicente às 11:09
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Chapinhar? Não, obrigada!

Está bem, eu confesso. Não gosto de tomar banho. A água a entrar pela minha pelagem densa e a ficar lá aprisionada indiferente às minhas sacudidelas faz-me sentir desconfortável.

A minha dona bem se esforça. Dá-me banho de água morna e sente-se bastante a diferença. Mas, mesmo assim, não me habituo ao banho. Agora já fico resignada porque a temperatura da água até é agradável. O pior é aquela sensação de ficar molhada até aos ossos... brrr. No inverno então, nem pensar!

Reparem no meu ar conformado com a minha sorte. Enquanto a minha dona prepara os materiais para o banho até tremo e quando ela me chama já sei o que me espera. Na maioria das vezes deixo-me ficar indiferente ao seu chamamento... até que ele me vem buscar e me leva ao colo para a banheira improvisada.

Mesmo quando não observo os preparativos, é fácil perceber que a hora do banho se aproxima quando a minha dona me chama "Doninhaaaaa!", com uma entoação diferente...



publicado por mvicente às 11:00
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Domingo, 1 de Julho de 2007
No veterinário

Agora percebo o motivo pelo qual ando mais amiga da almofadinha e do lençol do que nunca. Os meus donos levaram-me à médica e ela disse que eu andava a imaginar coisas. Eu sentia-me fragilizada e sonolenta o que me levou a ficar longas horas um pouco abatida, arrastando-me nos tapetes mais confortáveis da casa. Preocupados, os meus donos pegaram em mim e, ao contrário do que eu pensava, não fomos passear.

Entrámos num consultório com cheiros (para mim) improváveis: álcool, betadine…  Subi para cima de uma marquesa e a senhora (que os meus donos me disseram ser a “veterinária”) observou-me com cuidado. Não fiquei assustada porque os meus donos falavam comigo e faziam-me festas, o que me tranquilizou. Confio em quem eles confiam.

A senhora deu-me uma injecção e aí senti um pouco de dor, mas passou rapidamente. Em seguida, fui para uma outra sala e pediram-me para ficar esticadinha. Percebi depois que era uma radiografia o que estavam a tentar tirar-me, para ver como está a minha coluna. Sou compridinha e o meu constante subir e descer de escadas agrava um pouco a tendência natural que a minha raça tem para desenvolver problemas nas almofadinhas que separam as vértebras da coluna.

Parece que já tenho uma desmineralização dos discos e por vezes tenho algumas dores, agora percebo que talvez seja devido a isso. Este problema inspirou bastante preocupação nos meus donos uma vez que a probabilidade de os teckel virem a sofrer mais cedo ou mais tarde na sua vida de problemas de coluna é elevada e as maleitas podem ser incapacitantes. A boa notícia é que a veterinária diz que eu própria arranjo maneira de defender-me das lesões. Agora mais do que nunca vou esforça-me por proteger a coluna nas minhas andanças pelos degraus das escadas da casa.

Fui observada de todos os prismas para se tentar perceber porque é que ando tão recatada. Foi detectado leite nas maminhas… ou seja, aquilo que ando a imaginar é afinal uma falsa gestação. Inconscientemente, devo ter pensado que o parto estava eminente e procurei resguardar-me. Ainda ando pelos cantos mas penso que isto vai passar rapidamente.

Os meus donos ficaram orgulhosos da forma como me comportei nesta ida ao médico. Estive bastante tempo a ser o alvo de todas as atenções e nunca me deixei intimidar pelos instrumentos que me passavam à frente dos olhos, nem sequer pela agulha que me deu uma ferroada. Mantive-me serena, tranquila e meiga como é hábito, embora atenta a todos os movimentos para me poder defender de alguma situação inesperada.



publicado por mvicente às 11:38
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Domingo, 24 de Junho de 2007
Luzes, câmera, acção!


publicado por mvicente às 23:47
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Elogio do Son(h)o

Ultimamente ando mais dada à almofadinha do que nunca. Não sei se são efeitos da chegada do Verão mas não renuncio a nenhum bocejo e raspar o tapete para fazer uma caminha confortável e dormir, torna-se irresistível.

Durante o sono, sei que sonho. Os sonhos são parecidos com experiências que tenho no dia-a-dia só que um pouco mais fantasiados. Os meus donos contam-me que me observam a dormir numa agitação de quem pilota um carro de Fórmula 1. Quando estou em actividade sou assim mesmo irrequieta e imparável. No sonho recrio tudo isso.

Dormir bem é um dos aspectos da nossa saúde que mais devemos prezar. Se dormir-mos bem o nosso organismo recompõem-se das agressões diárias e cada jornada só nos pode trazer aprendizagens novas que o corpo e a mente estão plenamente disponíveis para receber. Pena é que nem sempre estamos em condições de desfrutar de uma boa noite de sono.

Preocupações, apreensões são apenas alguns dos inimigos do descanso das gentes bípedes. Os humanos preocupam-se muito com o amanhã, ou com aquilo a que eles chamam “futuro” (e esquecem-se de viver o presente – a única coisa que têm como certa). Nunca percebi muito bem como funciona isso. Afinal, que futuro pensam eles ter se, no presente, não usufruírem o suficiente para projectarem no devir as boas experiências acumuladas?

Defendo que pode ser diferente. Os humanos terão um dia que deixar de viver acorrentados a esse tal “futuro”. Quando sonho, preparo o meu dia de amanhã, mas a partir das boas experiências do passado. Aquilo que hoje parece fantasioso será talvez ajustado para o amanhã. É preciso é não perder a capacidade de ousar!



publicado por mvicente às 19:37
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Experimentem e Verão!

Ah! Chegou o Verão! Agora não há dúvidas. Depois de um compasso de espera cá temos de novo a Natureza a dar-nos mais oportunidades de desfrutar em pleno da bola de fogo que é a energia vital do planeta. Que privilégio! Passeios ao ar livre, tardes de ameno convívio, concertos de pássaros em volume ampliado. Até os periquitos do meu quintal, revestidos de penas, parecem não resistir à luz forte do Sol de Verão e abrem as goelas para o seu canto incessante, desafinado embora muito aplaudido (pelos apreciadores – os meus donos).

 

O Sol revigora qualquer organismo e esta estação do ano completa o despertar de todos os recursos indispensáveis à vida na Terra quando chega o tempo frio. Todos os bichos se afadigam na preparação das suas despensas e no reconhecimento de possíveis novos territórios.

 

Longe da poluição é ainda mais tentador renunciar aos afazeres em favor de uma tarde de descanso. Descobrir os pequenos detalhes da Natureza por entre toquinhas de outros seres vivos é sempre uma aventura que eu não dispenso quando passeio com os meus donos. Eles preferem ver o mar, tirar fotografias, estender uma toalha e falar dos seus planos para desfrutar mais da presença de animais e de um renovado modo de vida saudável. Percebo que adoram árvores – chamam-lhes os elementos mais nobres do mundo verde – e sei que gostavam de viver afastados desses bichos de metal sem vida: os carros.

 

Eu também não gosto deles. Nunca percebo como é que um bicho sem cheiro de bicho se pode mexer e andar mais depressa do qualquer um de nós quatro patas. Mas enfim, há certas coisas que escapam ao meu entendimento de canídeo. O que sei é que, quadro o astro reinante está na sua força máxima, é tempo de esquecer as contrariedades e aproveitar toda a sua força regeneradora. Afinal, há que saber receber o bafejo revigorante da estação mais aguardada.

 

Experimentem e verão!



publicado por mvicente às 19:11
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Domingo, 10 de Junho de 2007
Dez para as duas

É assim que coloco as patinhas quando estou sentada, atenta a ouvir tudo o que me rodeia.

Dirão os entendidos que as patinhas assim colocadas indiciam que não sou puro sangue teckel mas, o que fazer, eu gosto mesmo de assentar assim o apoio dianteiro, à maneira de quem está de braços abertos, receptivo a todas as novas experiências.

Com a chegada do Verão e de alguns fins de semana prolongados, antecipo passeios adicionais e novas aventuras. Não preciso de calendário para saber quando é fim-de-semana ou feriado. Mesmo que os meus donos se levantem cedo nesses dias, a forma descontraída como saem de casa indica que é dia de lazer. Quando saem sem olhar para o relógio e sem vestir atabalhoadamente o casaco enquanto cruzam o portão, já sei que é dia de folga o que significa ou mais companhia em casa ou mais passeio.

Hoje é feriado e é Domingo, dois bons pretextos para saltar para dentro do carro à primeira chamada e aproveitar ao máximo os saltos e corridas que se avizinham.



publicado por mvicente às 13:01
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007
Ser eu própria
Raramente me porto mal. Sou um bicho compreensivo, mas também tenho muitas ocasiões em que me apetece experimentar e descobrir e, como todos sabemos, isso também implica cometer erros e passar as marcas. Não me importo, encaro as consequências e, pelo menos sei que testei os meus limites. Sou simplesmente eu própria e, quando assim é, tenho a certeza que os meus erros acabam por ser vistos por quem me rodeia com compreensão e afecto, mesmo que me possam repreender.
Se vivesse num mundo perfeito, aprenderia com os disparates e nunca entraria em conflito com quem me rodeia. Mas às vezes, neste universo em que se combinam biliões de maneiras de pensar e de interpretar os mesmos fenómenos, posso ser mal compreendida...
 
Não tenho medo do desconhecido, penso que sou destemida, mas isso pode não ser muito bom porque o medo também nos protege… Na verdade, já me expus a algumas situações que me podiam colocar em perigo. Recentemente envolvi-me mesmo em episódios que chegaram a colocar em risco a minha vida, perante o olhar aterrado dos meus donos!
 
Aprendi a lição. Agora tenho mais medo de carros e não me atrevo a precipitar-me sobre a carapaça dura daquela máquina com o motor ainda quente quando o meu dono chega. Na ânsia de cumprimentá-lo logo assim que ele chega, quase me embrulhei na amálgama ruidosa de rodas e chapa... Agora sei que devo esperar na escada e só quando ele tiver completado as manobras e saído do veículo é que devo dirigir-me a ele…
 
Sou perspicaz e aprendo depressa. Sei que há muito quem tenha este excesso de auto-estima, mas no meu caso, várias testemunhas que o confirmam. Em diversos momentos já provei ser capacitada para relacionar acontecimentos e para interagir com as pessoas, percebendo as diferentes sensibilidades, sem ser intrusiva com ninguém.
 
Gosto de ser eu própria. Dificilmente me deprimo com as opiniões a meu respeito provindas de quem não me conhece. Quando me afastam ou hostilizam com um “Sai daqui!” ou “Para a rua!”, obedeço porque não quero que a minha presença seja indesejada. Mas jamais altero o meu humor em função do humor dos outros. Se os meus donos se dirigirem a mim assim, sei que apenas pretendem travar os meus avanços. Mas perante desconhecidos, nunca se sabe a sua intenção. O meu instinto diz-me que devo concentrar-me no aperfeiçoamento das minhas competências caninas e não a tentar interpretar maus humores alheios! Sou feliz sendo eu própria e nada me afasta das minhas convicções, mas percebo o significado da mudança, em particular da mudança de opinião. Não há nada de errado nisso desde que nos mantenhamos fiéis a nós próprios. E a nível de fidelidade, como todos sabem, o universo canino é rei!


publicado por mvicente às 21:31
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Teckel… Sou eu!
Chamam-me Teckel. Sim, esse é o nome da minha raça. Também ouço a minha dona chamar-me “minha teclinha”, mas penso que é apenas um nome carinhoso que ela me dá.
 
Parece que os meus antepassados foram criados para caçar presas de pequeno porte, identificá-las nas tocas e desembaraçar-se no campo, frente a texugos e outros bicharocos que ainda hoje me dizem muito. Por exemplo, se vir uma ave, o meu instinto dispara de imediato! E o meu instinto é persegui-la, não para a comer, mas para indicar aos meus donos a localização exacta do seu alvo.
 
Por um lado, isto parece-me estranho pois a caça em si não me diz muito. Os germânicos criaram-me e chamaram-me dashund (cão texugo) querendo referir-se à minha vocação para descobrir este tipo de presas, mas como digo, e sem querer desapontar ninguém, esta é uma actividade em que hoje em dia não vejo grande utilidade.
 
Prefiro caçar ratos quando estes vagueiam desprevenidos no quintal da casa. Aí, sou implacável. Acho simplesmente que eles não pertencem lá e ouço os meus donos dizerem que esses animaizinhos não são bem-vindos pois transmitem doenças…
 
Não sei se tenho todas as características da minha raça, mas tenho muitas certamente. Essa grande família de cães pequenos mas robustos, meigos e impetuosos, inspira-me!
 
Podem ver nas minhas fotos que nem sempre apareço muito penteadinha. A minha dona esforça-se! Penteia-me, trata de mim, mas eu insisto em aparecer sempre com um aspecto um tanto selvagem… Quando, num Verão me tosquiaram de acordo com o standard da raça, ficaram desapontados, porque o meu pelo cerdoso natural é muito mais ilustrativo daquilo que sou. Tenho um aspecto irreverente e quase insubordinado; com a minha pelagem aparada pareço um quatro patas perfeitamente conformado com o estilo de vida burguês e cosmopolita. Mas a verdade é que eu me adapto a todas as situações e estilos de vida, mas não me acomodo a nenhuma…


publicado por mvicente às 20:13
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Quarta-feira, 14 de Março de 2007
Corridas

 

Adoro corridas na praia. Não umas corridas quaisquer.

O que me entusiasma é a perseguição de potencias presas, afinal, mantenho-me, em  muitas coisas, fiel ao meu instinto!

Não dispenso um bom exercício dos meus músculos robustos e das minhas patinhas de cão pequeno.

Agrada-me a praia, mas também o campo, gosto da natureza em geral porque me faz sentir livre e tranquila.

 



publicado por mvicente às 15:45
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Sábado, 30 de Setembro de 2006
Portões Abertos (I)
Sempre gostei de passear onde quer que haja portões abertos… Eles dão-me uma sensação de ser bem vinda a esses locais. Nas ruas das cidades sempre achei que era bom que houvesse mais sítios em que os portões das casas e dos prédios estivessem abertos. Por mais que me esforce não consigo entender porque é que os humanos têm sempre tudo fechado!

Onde há um portão aberto, há um mundo para descobrir e quando somos bem vindos, nunca é demais explorar caminho para novas aventuras.

Lembrem-se, amigos, sempre que deixarem um portão aberto estão a dar um sinal a quem vos rodeia que não têm nada a temer e que não têm receio de se dar a conhecer. Talvez os humanos fossem menos complicados se nos espaços que constroem houvesse lugar para mais e mais portões abertos.


publicado por mvicente às 18:04
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“Ma(aaa)luca”!
O nome pelo qual devem tratar-me? Eu gosto de Doninha, mas para os amigos mais íntimos e para os meus donos há sempre inúmeras formas carinhosas de chamar por mim. Um dos meus donos chama-me “ma(aaa)luca”! sempre que me quer desafiar para a brincadeira. Ao ouvi-lo guinchar “ma(aaa)luca” já sei que vem aí um convite sempre carinhoso para uma qualquer partida, seja jogar às escondidas, andar à roda de uma cadeira ou simplesmente procurar o objecto escondido. Nesses momentos fico eufórica e aproveito ao máximo a oportunidade de me divertir.

Mas também tenho que ficar alerta quando se aproximam de mim de dedo espetado para o lado, apontando para alguma coisa e dizem “o que é isto?!”. Esta é expressão que mais detesto. Significa que fiz alguma coisa de errado … e que deixou marcas!

Na maior parte das vezes eu sei exactamente porque motivo me chamam à atenção. Já aprendi bem as regras da casa mas, sabem, eu tento sempre esticar a corda... Quando oiço esta expressão "o que é isto?!" caio com a barriga para o lado em sinal de respeito. Respeito a uma autoridade que desafio mas não contesto.

Depois tento mostrar que não fiz por mal mas sim para tentar perceber exactamente aquilo que posso e não posso fazer. Dou um sinal de arrependimento em relação àquilo que fiz de errado e mantenho-me meiga como sempre. Mostro assim que só me desculpo por algum mal que possa ter causado àqueles que vivem à minha volta e que não me deixo afectar demasiado pela repreensão, pois sei bem que ninguém se zanga comigo para me ver triste mas sim para me orientar e para me ajudar a aprender.


publicado por mvicente às 18:03
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
Das origens do meu nome
Já todos devem estar a perguntar-se porque motivo tenho eu este nome tão inesperado. Bem, Doninha é no mínimo um nome invulgar … para uma cadela. Para já, posso dizer-vos que o nome Doninha não surgiu de forma espontânea.

Não nos cabe a nós decidir acerca do nosso nome. Esperamos que sejam os nossos familiares a assumir esse desafio mesmo antes de nascermos. O nosso nome é algo que só nos pode causar dois tipos de sentimentos: de aprovação ou de simples resignação. Ou seja, ou gostamos ou apenas aceitamos porque nunca tivemos outro nome.

Comigo foi diferente. Eu assisti pacientemente enquanto os meus donos se ocupavam de escolher o meu nome. Percebi que eles queriam conhecer-me melhor antes de me chamarem o que quer que fosse. Os meus companheiros humanos aventuraram-se a descobrir o nome que mais combinava com a minha personalidade.

Cheguei a ter um nome oficial quando vim para a minha nova casa, ainda bebé. Luna, era assim que inicialmente me chamavam. Cedo se percebeu porém que o meu carácter irreverente e traquina não combinava com “Luna”. Sou irreverente, audaz e curiosa. Enfrento tudo em busca de uma boa aventura. Ora “Luna” é nome de bicho bem comportado que nunca enterra o focinho na areia, nem rebola no pó à procura de novas sensações e experiências.

A minha personalidade forte e aspecto patusco fizeram com que ninguém se conformasse com o nome “Luna”. Até que um dia os meus donos me começaram a chamar Doninha. Eu gostei. Doninha era uma boa síntese do meu aspecto por vezes despenteado e pouco “certinho” com o meu carácter destemido, firme e persistente.

Quando acho que tenho razão, nunca desisto. Não deixo de fazer nada para não me sujar ou para me manter apresentável aos olhos dos outros. Sou um bicho livre e, apesar de me dar muito bem com os humanos, não abro mão da minha natureza. Tal como uma verdadeira doninha, continuo fiel aos meus instintos e movimento-me muito bem no mais selvagem dos ambientes.

Fiquei entusiasmada com este nome e agora até tenho um diminutivo. Muitas vezes os meus donos chamam-me Nininha. É um gesto de carinho que eu recebo com agrado. Sinto-me muito bem com eles e penso que eles sabem disso. Para ter a certeza que percebem como gosto deles, não deixo nunca de o demonstrar. Com os meus donos a relação não podia ser melhor. Respeitamos o espaço uns dos outros e eles não esperam que eu deixe de ser “doninha”, tal como eu não espero que eles me acompanhem nas minhas aventuras na areia ou no interior de uma qualquer toca! É tão bom ter amigos de verdade e sermos nós próprios verdadeiros amigos de alguém…


publicado por mvicente às 12:14
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006
O meu novo lar
Lembro-me muito bem quando, tinha eu três meses, a minha nova dona se aproximou de mim pela primeira vez. Eu estava junto da minha mãe e dos meus irmãos na casa dos meus antigos donos. Eles não podiam cuidar de todos nós por isso, já estávamos preparados para a separação.

Foi numa tarde de fim de Junho que a minha nova dona veio buscar-me. Percebi logo que aquela rapariga alta com o cabelo liso e a pele macia (dava para ver ao longe!) me ia levar para a minha nova casa. Dirigiu-se a mim com voz meiga e a sua figura, a sua voz, o seu cheiro, deram-me confiança.

Confesso que fiquei desde logo encantada. A minha nova dona parecia uma pessoa serena e dedicada. Confiante e esperançosa, aproximei-me dela. Ela fez-me uma festa e eu inclinei a cabeça de forma a sentir a concha da sua mão.

Despedi-me da minha mãe e dos meus irmãos; entre nós sabíamos que tudo ia correr bem.

A minha nova dona e eu dirigimo-nos para o carro. Para mim era uma experiência nova. Uma forma de me deslocar sem fazer esforço! Era fantástico. Tudo indicava que a minha vida ia ser plena de passeios e divertidas aventuras.

Quando cheguei a casa, verifiquei que tinha um companheiro. Branquinho, mais velho… e desconfiado perante a minha presença. Era o Coelhinho, assim chamado porque a sua aparência era a sugestão de uma pequena lebre das neves!

Procurei enfrentar com coragem aquele primeiro obstáculo que era a desconfiança do Coelhinho. Pela forma como o chamavam e o tratavam logo percebi que ele era muito querido por todos os habitantes da casa. Pensei que também eu teria que me esforçar por estar à altura do carinho dos meus donos. No início fiquei um pouco angustiada de pensar que poderia ter dificuldade de me adaptar.

O Coelhinho empenhou-se em mostrar-me as regras da casa, mas por vezes era um pouco impaciente – queria que eu mostrasse rapidamente o que valia…

Aos poucos serenei porque os meus novos donos repreendiam o Coelhinho sempre que ele se mostrava mais agressivo ao explicar-me qualquer coisa. Á medida que o tempo ia passando o Coelhinho aprendeu a conhecer-me. Compreendo que para ele foi difícil no início pois eu era a primeira quatro patas a chegar à casa depois de ele já estar na família há alguns anos. Para ele eu era uma intrusa.

Essa primeira fase passou num instante, foram só algumas semanas de aprendizagens básicas e eu já estava ambientada à minha nova família e ao meu companheiro.

Foi então que algo de muito trágico aconteceu. O Coelhinho escapou-se para a estrada e foi apanhado por um carro. Ao princípio eu não entendi o que estava a passar-se. Só percebi que era algo muito grave quando vi a família toda mergulhada em lágrimas e incrédula com o sucedido. Foi difícil ver a minha nova família tão transtornada com aquele acontecimento. Também eu fiquei muito triste com o que se passou.

Decidi ajudar todos a superar aquela perda, procurando, não substitui-me ao Coelhinho, pois ninguém substitui ninguém, mas tentando mostrar-lhes que novas alegrias podem tomar o lugar das feridas de quem está triste ou se sente perdido.

Acho que a minha estratégia resultou porque os meus donos foram-se mostrando cada vez mais felizes com a minha presença e, nunca deixando de relembrar o Coelhinho, afirmaram que a sua perda foi de alguma forma reparada pela minha presença, pela minha maneira de ser e de os conquistar.

Mas também eles me conquistaram pelo carinho que sempre senti da sua parte, mesmo na altura das repreensões. Foi uma aventura passar por todas estas situações de forma tão inesperada. E digo-vos mais: foi a minha primeira grande aventura e penso ter superado bem os primeiros obstáculos. A partir daí a minha integração no novo lar estava completa e esperava-me uma convivência feliz com todos os membros da família.


publicado por mvicente às 23:00
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O campo para mim

O campo é o meu espaço preferido. Lá encontro todo o tipo de pequenas descobertas! Novos cheiros, espaço para correr, tocas para pesquisar...

O que mais me diverte é saltar por cima das flores e ervas quase sem lhes tocar! Gosto de correr e de me esconder para voltar logo a aparecer com mais vontade de pesquisar por entre os troncos a sugestão de um possível petisco ou o pretexto para nova brincadeira. 

Não resisto a um desafio e quando os meus donos me propõem uma corrida não hesito em testar a tracção a quatro patas com os meus companheiros de duas.

Também fico entusiasmada em jogar com eles às escondidas. São quase sempre eles que se escondem e a mim cabe-me tentar achá-los no bosque!

Chego a casa cansada mas nada como uns goles de água fresca e uma soneca para recuperar as energias ... até mais uma aventura!

 



publicado por mvicente às 22:58
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.Canografia
Olá! Eu sou a Doninha. Nasci em Abril de 2003 e fui apresentada à minha nova dona pouco depois. Sou "arraçada" de Teckle, os meus antepassados criados na Alemanha especificamente destinados a caçar e a servir de cão de companhia. Considero-me atenta e fiel aos meus instintos. Gosto da companhia de todos quantos queiram comunicar comigo de qualquer forma. O meu principal defeito é um ódio de estimação ... a gatos!
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