Há cerca de um mês os meus donos compraram-me uma nova casinha. Vejam como é bonita mas, sabem que mais: não durmo lá dentro. Não me perguntem porquê mas acho que esta casinha é muito perfeitinha para uma utilização diária por parte de um bicho como eu. Sabem, eu gosto de coisas práticas que possa usar, sujar e facilmente limpar.
Dá-me impressão que, se me atrevo a dormir alí uma noite que seja após as minhas incursões na terra, ficará tudo irremediavelmente com um ar estragado e a casinha perderá o seu ar de palaciozinho de bonecas.
Um sobre Gato foi a fórmula mágica que os meus donos encontraram para me definir. O argumento é o de que eu sou o inverso de um gato, portanto, matematicamente, vem:
Doninha = 1/Gato
Tendo em conta o meu ódio visceral a gatos, bem se pode dizer que sou o inverso deles. Independentes, matreiros e algo agressivos, estas são algumas das características que, de certeza, não me definem...
Ultimamente, aliás, tenho apelado ao meu lado mais mimoso e passo tardes aos pés dos meus donos, qual canídeo saído de um quadro renascentista! Ontem por exemplo, estava calor e passei a tarde toda a dormir, enroscada sobre mim própria, instalada perto dos meus donos, foi divertido ouvir as suas conversas e verificar, mais uma vez, como eles vêm as coisas de forma tão diferente da minha. Eu priveligio a protecção da casa mesmo em tempo de paz. Ou seja, quando, ao fim-de-semana os meus donos estão em casa e não lhes escapam as presenças de estranhos nas imediações da casa, eu entretenho-me a apurar os meus sentidos mais adormecidos. Ontem a dormir não descurei a detecção de ruídos de motores diferentes do habitual ou vozes fora dos registos normais.
O inverso de um gato? Penso que sim, que gato estaria tão atento como eu ao universo dos humanos?
No post do meu aniversário, já vos contei como cá em casa todos se surpreendem com a rapidez com que estes cinco anos voaram. Dizem que conquistei um lugar privilegiado na família pela minha personalidade. Reconheço que uma das minhas principais características é ser persistente. Não desisto de conquistar o que acho que é melhor para mim, mesmo que isso às vezes signifique desafiar um pouco os humanos. Sou assertiva quando quero uma coisa, mas sei colocar-me no meu lugar e recuar na altura certa. Penso que é por isso que todos aqui apreciam tanto a minha companhia,
Meiga e compreensiva, sei quando tenho que controlar os meus instintos para ocupar o mais possível o espaço dos humanos.
Nestes cinco anos mudei bastante. Primeiro uma cria tímida mas combativa. Depois um bicho forte e aguerrido. Não, não sou modesta de facto, mas todos me reconhecem estas qualidades e eu não tenho como as negar.
Nunca perdi o meu ar despenteado, sinal de que não me preocupo muito com o aspecto exterior, afinal, a vida não é nenhum concurso de beleza. Posso dizer que o prazer que todos têm na minha companhia provém mais de ser igual a mim própria sem obedecer a quaisquer padrões de estética. Digamos que não faço questão de permanecer apresentável aos olhos de quem quer que seja.
E é por isso que a minha dona diz que eu tenho vários “modos”:
- o modo Dama Antiga - quando me ponho com olhar lânguido a espreitar por cima do ombro ante um bom raio de sol;
- o modo Rati de Esgoti (expressão proveniente do latim e que significa “Rato de Esgoto”)– quando acordo particularmente despenteada e com um ar de quem passou a noite a percorrer túneis de esgoto;
- o modo Fim-de-Semana – quando no calendário correm o Sábado, o Domingo ou um feriado e corro para a trela incentivando os meus donos a uma passeata ( e quando não os deixo sair de casa sem antes lhes piscar o olho em convite para uma aventura);
- o modo Bem Comportada – quando me permito ser uma cadelinha normal, pacata, e aprumada, digna de qualquer salão de baile do século XVII;
- o modo Lua Cheia – quando a minha cabeça se avoluma ao sabor das ocasionais vagas de calor debaixo do sol de Inverno e todo o meu focinho de arredonda para receber cada fio do astro rei;
E, finalmente…
… o modo Outonal – quando os raios de Sol de qualquer altura do ano cintilam nas madeixas no meu pelinho vagamente rude e toda eu irradio tons terra a fazer lembrar o deslumbre das planícies Africanas.
Para saberem qual o modo que melhor me assenta, só se me conhecerem. Gosto de conhecer gente e outros 4 patas que tenham toda a irreverência necessária e suficiente para Mudar o Mundo!
Mais um aniversário cá em casa. Desta vez o meu dono festejou 58 anos. A casa encheu-se de gente e eu de ainda mais vivacidade para aproveitar todos os bocadinhos do divertimento que sempre é ter uma casa cheia.
Os petiscos foram mais que muitos e digo-vos que a minha barriguinha ficou bem mais volumosa do que o normal... Roí ossinhos, provei todos os assadinhos, não dei tréguas às fatias de pão com molho de carne assada, num festim de gulodices que me fez quebrar à noite, à maneira do ruminante que todo o dia mastigou e nada remoeu.
Há pouco tempo fiz cinco anos, meia década de pura alegria para os meus donos e puro terror para roedores, pássaros e animais afins. Desta vez foi o meu dono que fez 58. Sempre afirmou que não passava dos 50 e há agora um amigo que lhe diz que deve 8 anos (à vida, bem entendido!). Quando ele se lembrou de pregar tal vaticínio estava ainda bem longe do meio século de vida e, mesmo que a apenas 4 ou 5 anos, que parecem muito, a verdade é que passam num instante e num ápice também já estamos em cima do muro para a viragem dos 50. Eu tenho um décimo dessa idade e bem sinto que o tempo se escoa por entre as minhas patinhas e se não o agarro com a convicção com que invisto sobre uma presa, ele escapa e não torno a vê-lo.
Não torno a ver aquele momento nem aquela oportunidade. Pois o meu dono afadiga-se agora para chegar aos 60, aos 70, aos 80 e mais além. Bem posso afirmar que nunca mais se atreverá a desafiar assim o curso do rio da sua vida e que está mais inclinado para navegar agora, aproveitando as boas ondas do vento e agarrando-se às canas quando aperta a intempérie.
Parabéns Dono!
Cinco velinhas. Cinco velinhas a apagar hoje e a fazer lembrar um por um os anos em que preenchi com gosto cada hora, com facetas inesperadamente humanas, a vida dos humanos que me rodeiam.
«Já passaram cinco anos?! » comentavam os meus donos uns para os outros. Diziam entre eles e de si para si:
Parabéns à tua personalidade sempre inspiradora para cada um de nós: persistente, incansável, divertida, desafiadora e mimosa... Tantos contrastes reunidos num ser canino - cão pequeno coração grande é sem dúvida o epíteto que melhor te descreve.
Parabéns Doninha por tudo aquilo que nos tens inspirado! Continua assim viva e cheia de vida por muito e muito tempo .
Faz o tempo esquecer o tempo que passa por ti e desafia tudo e todos para permaneceres perto de nós, impune ao correr dos anos. Colhe apenas de bom aquilo que eles te derem, certa de que o teu papel está já mais do que interpretado: és uma digna representante do mundo animal.
A Natureza confiou-te uma mensagem que tens difundido com primor em cada um destes cinco anos. A família ficou mais rica. Conquistás-te o teu espaço com a simplicidade de uma árvore que aparenta ter permanecido ali desde sempre.
Tens a nobreza da árvore, a graça do pássaro a convicção do predador, a inocência da presa a expectativa de quem sempre se dispõe a conquistar!
O meu blog comemorou já um ano de existência!
Parece que foi ontem que a minha dona se afadigava a criar o blog pela noite dentro, tentando seleccionar as cores, os formatos, as fotografias...
Começou com a vontade de me dar a conhecer a mais pessoas, além do pequeno universo familiar que já se habituou a conviver comigo como mais um membro da família.
Neste último ano, os dias passaram depressa. Oiço sempre a minha dona dizer que os dias se sucedem a uma velocidade cada vez maior. Penso que ao ritmo dos seus muitos afazeres. Esses mesmos afazeres que a impedem de escrever aqui mais vezes. Cá em casa todos acreditamos que há tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. É tudo um questão de prioridades. Mas como conjugar o urgente e o essencial - é um receita em constante reinvenção!
Passados mais de 365 dias sobre o nascimento deste blog, eu própria fiquei surpresa com a quantidade de coisas que havia para contar. Mensagens curtas, mensagens longas, pequenas histórias, grandes aprendizagens, tudo passa pela nossa vida. Mesmo pela minha vida canina, aparentemente simples e despojada. Somos ricos quando observamos a riqueza à volta.
Já cheguei a pensar que seria mais feliz se tivesse uma coleirinha nova, ou se o jantar fosse todos os dias franguinho recheado ou perú aux creme de champignons, mas quando me foram dadas a provar tais iguarias, logo os meus desejos se materializaram em novos anseios, cada vez mais difíceis de satisfazer. Agora penso já ter experimentado muita coisa de bom e de mau. Nada me pode vir a roubar tais experiências.
A minha dona esforça-se por contar algumas delas aqui, mas seria impossível retratar neste espaço a quantidade de coisas que já tenho para contar. Só espero que ela mantenha a vontade e a energia para continuar a partilhar aqui com todos vós um pouco daquilo que passamos juntas as duas!
E sabem que mais, talvez fossem precisas dezenas de blogs para contar as nossas aventuras se pudessemos passar mais tempo juntas. Era bom aproveitar todos os minutos em que os nossos caminhos se cruzam nesta vida, pois um dia vamos ter que separar-nos. É uma lei universal que nos dá essa certeza. Mesmo assim, penso que este fugaz encontro que agora experimentamos será inesquecível neste ou noutro mundo. A minha dona diz que a proximidade com os animais ajuda os humanos a respeitar tudo aquilo que os rodeia e a apreciar o mundo de uma forma totalmente nova. Ai daqueles que nunca tiveram a felicidade de conviver com animais - que pobre deve ser a sua vida, costuma ela dizer.
Pela parte que me toca faço o meu melhor, sou espirituosa q.b. e ninguém me fica indiferente. Razões mais do que suficientes para que a minha passagem por este mundo complicado seja positiva para todos aqueles que me conhecem. Através deste blog, o universo daqueles que passam a saber de mim pode alargar-se grandemente. É só uma questão de continuarem a passar por cá e verão como continuo a mesma Doninha que inspirou o início desta presença na Internet!
Contemplo tudo. Observo. Analiso. Compreendo. Não me precipito. Mantenho a calma. Aceito o mundo como ele é. Por vezes também fico triste, desiludida ou desanimada. Mas não me resigno à tristeza nem me conformo com a injustiça.
Gosto de dar o meu contributo e continuar a acreditar que o que está mal há-de compor-se. Gosto também de trabalhar para isso!
Não fujo das situações. Enfrento-as com coragem porque já aprendi a lidar com o medo.
Não desisto do prazer que é contemplar e do gosto que me dá viver!
Está bem, eu confesso. Não gosto de tomar banho. A água a entrar pela minha pelagem densa e a ficar lá aprisionada indiferente às minhas sacudidelas faz-me sentir desconfortável.
A minha dona bem se esforça. Dá-me banho de água morna e sente-se bastante a diferença. Mas, mesmo assim, não me habituo ao banho. Agora já fico resignada porque a temperatura da água até é agradável. O pior é aquela sensação de ficar molhada até aos ossos... brrr. No inverno então, nem pensar!
Reparem no meu ar conformado com a minha sorte. Enquanto a minha dona prepara os materiais para o banho até tremo e quando ela me chama já sei o que me espera. Na maioria das vezes deixo-me ficar indiferente ao seu chamamento... até que ele me vem buscar e me leva ao colo para a banheira improvisada.
Mesmo quando não observo os preparativos, é fácil perceber que a hora do banho se aproxima quando a minha dona me chama "Doninhaaaaa!", com uma entoação diferente...
Agora percebo o motivo pelo qual ando mais amiga da almofadinha e do lençol do que nunca. Os meus donos levaram-me à médica e ela disse que eu andava a imaginar coisas. Eu sentia-me fragilizada e sonolenta o que me levou a ficar longas horas um pouco abatida, arrastando-me nos tapetes mais confortáveis da casa. Preocupados, os meus donos pegaram em mim e, ao contrário do que eu pensava, não fomos passear.
Entrámos num consultório com cheiros (para mim) improváveis: álcool, betadine… Subi para cima de uma marquesa e a senhora (que os meus donos me disseram ser a “veterinária”) observou-me com cuidado. Não fiquei assustada porque os meus donos falavam comigo e faziam-me festas, o que me tranquilizou. Confio em quem eles confiam.
A senhora deu-me uma injecção e aí senti um pouco de dor, mas passou rapidamente. Em seguida, fui para uma outra sala e pediram-me para ficar esticadinha. Percebi depois que era uma radiografia o que estavam a tentar tirar-me, para ver como está a minha coluna. Sou compridinha e o meu constante subir e descer de escadas agrava um pouco a tendência natural que a minha raça tem para desenvolver problemas nas almofadinhas que separam as vértebras da coluna.
Parece que já tenho uma desmineralização dos discos e por vezes tenho algumas dores, agora percebo que talvez seja devido a isso. Este problema inspirou bastante preocupação nos meus donos uma vez que a probabilidade de os teckel virem a sofrer mais cedo ou mais tarde na sua vida de problemas de coluna é elevada e as maleitas podem ser incapacitantes. A boa notícia é que a veterinária diz que eu própria arranjo maneira de defender-me das lesões. Agora mais do que nunca vou esforça-me por proteger a coluna nas minhas andanças pelos degraus das escadas da casa.
Fui observada de todos os prismas para se tentar perceber porque é que ando tão recatada. Foi detectado leite nas maminhas… ou seja, aquilo que ando a imaginar é afinal uma falsa gestação. Inconscientemente, devo ter pensado que o parto estava eminente e procurei resguardar-me. Ainda ando pelos cantos mas penso que isto vai passar rapidamente.
Os meus donos ficaram orgulhosos da forma como me comportei nesta ida ao médico. Estive bastante tempo a ser o alvo de todas as atenções e nunca me deixei intimidar pelos instrumentos que me passavam à frente dos olhos, nem sequer pela agulha que me deu uma ferroada. Mantive-me serena, tranquila e meiga como é hábito, embora atenta a todos os movimentos para me poder defender de alguma situação inesperada.
Ultimamente ando mais dada à almofadinha do que nunca. Não sei se são efeitos da chegada do Verão mas não renuncio a nenhum bocejo e raspar o tapete para fazer uma caminha confortável e dormir, torna-se irresistível.
Durante o sono, sei que sonho. Os sonhos são parecidos com experiências que tenho no dia-a-dia só que um pouco mais fantasiados. Os meus donos contam-me que me observam a dormir numa agitação de quem pilota um carro de Fórmula 1. Quando estou em actividade sou assim mesmo irrequieta e imparável. No sonho recrio tudo isso.
Dormir bem é um dos aspectos da nossa saúde que mais devemos prezar. Se dormir-mos bem o nosso organismo recompõem-se das agressões diárias e cada jornada só nos pode trazer aprendizagens novas que o corpo e a mente estão plenamente disponíveis para receber. Pena é que nem sempre estamos em condições de desfrutar de uma boa noite de sono.
Preocupações, apreensões são apenas alguns dos inimigos do descanso das gentes bípedes. Os humanos preocupam-se muito com o amanhã, ou com aquilo a que eles chamam “futuro” (e esquecem-se de viver o presente – a única coisa que têm como certa). Nunca percebi muito bem como funciona isso. Afinal, que futuro pensam eles ter se, no presente, não usufruírem o suficiente para projectarem no devir as boas experiências acumuladas?
Defendo que pode ser diferente. Os humanos terão um dia que deixar de viver acorrentados a esse tal “futuro”. Quando sonho, preparo o meu dia de amanhã, mas a partir das boas experiências do passado. Aquilo que hoje parece fantasioso será talvez ajustado para o amanhã. É preciso é não perder a capacidade de ousar!
Ah! Chegou o Verão! Agora não há dúvidas. Depois de um compasso de espera cá temos de novo a Natureza a dar-nos mais oportunidades de desfrutar em pleno da bola de fogo que é a energia vital do planeta. Que privilégio! Passeios ao ar livre, tardes de ameno convívio, concertos de pássaros em volume ampliado. Até os periquitos do meu quintal, revestidos de penas, parecem não resistir à luz forte do Sol de Verão e abrem as goelas para o seu canto incessante, desafinado embora muito aplaudido (pelos apreciadores – os meus donos).
O Sol revigora qualquer organismo e esta estação do ano completa o despertar de todos os recursos indispensáveis à vida na Terra quando chega o tempo frio. Todos os bichos se afadigam na preparação das suas despensas e no reconhecimento de possíveis novos territórios.
Longe da poluição é ainda mais tentador renunciar aos afazeres em favor de uma tarde de descanso. Descobrir os pequenos detalhes da Natureza por entre toquinhas de outros seres vivos é sempre uma aventura que eu não dispenso quando passeio com os meus donos. Eles preferem ver o mar, tirar fotografias, estender uma toalha e falar dos seus planos para desfrutar mais da presença de animais e de um renovado modo de vida saudável. Percebo que adoram árvores – chamam-lhes os elementos mais nobres do mundo verde – e sei que gostavam de viver afastados desses bichos de metal sem vida: os carros.
Eu também não gosto deles. Nunca percebo como é que um bicho sem cheiro de bicho se pode mexer e andar mais depressa do qualquer um de nós quatro patas. Mas enfim, há certas coisas que escapam ao meu entendimento de canídeo. O que sei é que, quadro o astro reinante está na sua força máxima, é tempo de esquecer as contrariedades e aproveitar toda a sua força regeneradora. Afinal, há que saber receber o bafejo revigorante da estação mais aguardada.
Experimentem e verão!
É assim que coloco as patinhas quando estou sentada, atenta a ouvir tudo o que me rodeia.
Dirão os entendidos que as patinhas assim colocadas indiciam que não sou puro sangue teckel mas, o que fazer, eu gosto mesmo de assentar assim o apoio dianteiro, à maneira de quem está de braços abertos, receptivo a todas as novas experiências.
Com a chegada do Verão e de alguns fins de semana prolongados, antecipo passeios adicionais e novas aventuras. Não preciso de calendário para saber quando é fim-de-semana ou feriado. Mesmo que os meus donos se levantem cedo nesses dias, a forma descontraída como saem de casa indica que é dia de lazer. Quando saem sem olhar para o relógio e sem vestir atabalhoadamente o casaco enquanto cruzam o portão, já sei que é dia de folga o que significa ou mais companhia em casa ou mais passeio.
Hoje é feriado e é Domingo, dois bons pretextos para saltar para dentro do carro à primeira chamada e aproveitar ao máximo os saltos e corridas que se avizinham.
Adoro corridas na praia. Não umas corridas quaisquer.
O que me entusiasma é a perseguição de potencias presas, afinal, mantenho-me, em muitas coisas, fiel ao meu instinto!
Não dispenso um bom exercício dos meus músculos robustos e das minhas patinhas de cão pequeno.
Agrada-me a praia, mas também o campo, gosto da natureza em geral porque me faz sentir livre e tranquila.
O campo é o meu espaço preferido. Lá encontro todo o tipo de pequenas descobertas! Novos cheiros, espaço para correr, tocas para pesquisar...
O que mais me diverte é saltar por cima das flores e ervas quase sem lhes tocar! Gosto de correr e de me esconder para voltar logo a aparecer com mais vontade de pesquisar por entre os troncos a sugestão de um possível petisco ou o pretexto para nova brincadeira.
Não resisto a um desafio e quando os meus donos me propõem uma corrida não hesito em testar a tracção a quatro patas com os meus companheiros de duas.
Também fico entusiasmada em jogar com eles às escondidas. São quase sempre eles que se escondem e a mim cabe-me tentar achá-los no bosque!
Chego a casa cansada mas nada como uns goles de água fresca e uma soneca para recuperar as energias ... até mais uma aventura!